Colar PIRITA Gota em Macramê · O Valor do Que Já É
Colar Artesanal · PIRITA · Gota Lapidada · Macramê
PIRITA Gota em Macramê
O valor do que já é.
Pirita
FeS₂ · sulfeto de ferro · sistema isométrico · procedência informada: Peru
Durante muito tempo, o brilho metálico e amarelo da PIRITA fez com que ela fosse confundida com ouro.
Daí nasceu um de seus nomes mais conhecidos: “ouro dos tolos”.
Mas há algo curioso nessa história.
O engano nunca esteve na matéria.
A PIRITA não era uma versão imperfeita daquilo que alguém esperava encontrar. Era outro mineral, com composição, estrutura e propriedades próprias.
Cristaliza no sistema isométrico e pode desenvolver naturalmente cubos, octaedros e piritoedros de geometria extraordinariamente definida.
A comparação não altera a PIRITA.
Seu brilho continua pertencendo a ela.
Talvez exista uma maneira muito humana de esquecer o valor das coisas: medi-las pela régua daquilo que elas não são.
Uma vida comparada àquela que imaginávamos ter.
Um trabalho ao reconhecimento recebido por outro.
Uma criação ao que existe ao lado.
Até aquilo que conquistamos pode parecer menor quando a pergunta deixa de ser o que existe aqui? e passa a ser por que não é outra coisa?
Mas valor e comparação não são a mesma coisa.
Às vezes, reconhecer aquilo que temos exige apenas olhar novamente, sem pedir que seja outra coisa para finalmente considerá-lo suficiente.
Matéria e Tradição
O próprio nome da PIRITA guarda outra história antiga. Pyrite deriva de uma palavra grega relacionada ao fogo, em referência às faíscas que podem ser produzidas quando o mineral é golpeado contra materiais adequados.
Essa é uma propriedade física da matéria.
Em outro campo de conhecimento, na cristaloterapia e em práticas energéticas contemporâneas, a PIRITA passou a ser relacionada especialmente à prosperidade, confiança, vontade, ação e realização, além de aparecer associada ao plexo solar.
São correspondências pertencentes a essas tradições e práticas, não propriedades mineralógicas demonstradas pela composição FeS₂.
No Eu Sou Nós, elas podem participar da relação com a obra sem precisar ser transformadas em ciência.
E, para esta peça, há uma intenção que nasce diretamente de sua própria história:
reconhecer o valor daquilo que já é.
A Obra
Esta PIRITA chegou ao Atelier com procedência informada do Peru, país que abriga ocorrências mineralógicas importantes do mineral. A localidade específica deste exemplar não é conhecida.
Aqui, porém, a geometria pela qual a PIRITA é tão conhecida já não aparece na forma externa de um cristal.
A matéria foi lapidada e polida em gota.
Sua superfície metálica dourada é envolvida por uma trama de macramê preto construída à mão, com linhas que atravessam e contornam a pedra sem competir visualmente com seu brilho.
O dourado permanece no centro.
No fechamento, uma pequena conta facetada de PIRITA faz o mineral reaparecer em outra escala.
A corrente de amarrar permite ajustar o comprimento e usar o colar em uma ou duas voltas, modificando sua presença sobre o corpo.
Há matéria.
Há lapidação.
Há o trabalho das mãos.
E há uma PIRITA que, depois de uma história inteira sendo chamada pelo nome de outra coisa, encontra nesta obra espaço para simplesmente ser reconhecida pelo que é.
Detalhes
| Mineral central | PIRITA |
| Composição | FeS₂ |
| Procedência informada | Peru |
| Formato | Gota lapidada e polida |
| Dimensões | Aprox. 3 × 2,5 cm |
| Arte | Macramê feito à mão |
| Fio | Cordonê encerado preto |
| Conta no fechamento | PIRITA facetada · aprox. 3 mm |
| Fecho | Corrente de amarrar |
| Comprimento | Ajustável · uso em uma ou duas voltas |
| Peça | Única |
Preparação Dévica
Quando a obra está concluída, ela passa pela preparação dévica do Eu Sou Nós.
Em um momento ritual conduzido com presença e intenção, a peça é colocada sobre a placa de cobre com o Cubo de Metatron, geometria que integra nossa prática no Atelier.
É uma etapa de conexão e encerramento da criação: matéria, trabalho das mãos e intenção reunidos antes que a obra siga para quem a escolher.
✦ ✦ ✦
Talvez algumas coisas tenham parecido pequenas
apenas porque você as colocou ao lado de outra coisa.
Talvez tenha chamado de pouco aquilo que simplesmente
não era o que esperava encontrar.
A PIRITA conhece uma história parecida.
Durante séculos, olharam seu dourado
e perguntaram se era ouro.
Mas ela nunca precisou ser ouro para ter valor.
Eu Sou Nós · Atelier Dévico

